Cerro Largo TEM!

Bem-vindo a Cerro Largo, 13 de dezembro de 2017 | 11:15

Erva Mate Verde Real

 

Erva Mate Verde Real . Erva Mate Tererê Verde Real

“De bem com a natureza”

Dê-lhe “mate” e dê-lhe “prosa”

Em terras gaúchas falar de “mate” e “prosa” é excessivo, mas relembrar de uma das forças que sustenta a cultura deste povo, sempre se faz necessário.

O costume do “mate”, ou melhor, do bom e velho ‘chimarrão’ está arraigado nas tradições destes confins.

A erva mate é extraída do esforço da natureza pelas mãos dos homens para outros homens. É tão própria, tão autêntica deste chão que é oferecida em “porongos” naturalmente esculpidos, cevada como em um ritual e sorvida por meio de bombas de metal. Há quem diga que o pentágono erva mate, “porongo” seco na terra, metal e água aquecida pelo calor do fogo completam o equilíbrio, os ciclos da natureza. Há aqueles que diriam que se trata apenas de um “objeto de sublimação” usada para compensar a ausência de algo nas fases infantis.

E ainda, há quem pense que este conjunto seja a causa de mal estar e enfermidades do corpo, nada comprovado em comparação a muitos produtos industrializados que são consumidos. Ao contrario! O mate possui tantas propriedades benéficas à saúde que a cada pesquisa ressurgem novidades.

Controvérsias, experiências e novos vocábulos, em séculos não modificaram o hábito de “prosear” acompanhado por um “mate”. Pois, quem aqui chega se rende as rodas de chimarrão assim aconteceu com os jesuítas, que ensinaram aos nativos a infusão, a utilizar melhor a erva, não as tiraram deles. Mais tarde foi a vez dos europeus se adaptar aos costumes locais e assim é com os advindos de todos os cantos, são recepcionados com uma boa conversa e um mate bem cevado.

Podem as horas passar, as pessoas se tornarem especificamente civilizadas e as tecnologias cada vez mais aperfeiçoadas, desde as redes sociais até as conexões inteligentes, mas da velha roda de “mate” o povo do sul não se desfaz.

Não é apenas “mate”, não são apenas “matistas” por tradição e sim pessoas que valorizam uma boa conversa, laços de amizades e o convívio em grupo. Relações sociais estas, proporcionadas pela cuia de “chimarrão” que dança de mão em mão do início do dia aos fins de tarde, prática que não exclui ninguém, nenhuma posição, religião, cor ou etnia. Agrega os valores do servir e ser servido como ato de compartilhar sem mais em trocas, apenas conversas.

Pois, nas rodas de “mate” a conversa corre solta, dialógica, não é planejada, ela acontece, brota entre uma e outra sorvida de “mate” que estimula a fazer negócios, falar de lembranças, esperanças, fatos e acontecimentos. Enquanto a cuia passa, o discurso é compartilhado e vai tomando consistência, carregando-se de vozes, de risos, de alegria…

De satisfação e paz.

Texto: Lucilene Vileski . Especialista em Letras

Erva Mate Verde Real . Erva Mate Tererê Verde Real

Delfino Schultz Ind. e Com. de Erva Mate

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